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30 dias de Trump no poder: Comércio, finanças e tecnologia — o que está em jogo para o Brasil?

Donald Trump está sentando em frente a uma mesa, sorri e segura uma caneta enquanto assina um documento
Donald Trump - Imagem: Casa Branca

Na última quinta-feira (20), Donald Trump completou 30 dos 100 primeiros dias do seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. 

E nesses primeiros dias, o republicano tocou uma intensa agenda econômica e regulatória, que inclui a assinatura em 60 ordens executivas. Muitas delas com impacto direto nos mercados financeiros e na economia global.

Contudo, estes foram apenas 30 dias de um período muito importante para qualquer governo: os 100 primeiros dias.

Esse período inicial costuma ditar o tom dos governos e com Trump não será diferente. Suas decisões vêm repercutindo no câmbio, nas exportações e nos ativos de risco ao redor do mundo. 

Assim, para acompanhar cada movimento da Casa Branca e seus desdobramentos para o Brasil, o Seu Dinheiro segue atento às decisões do governo Trump. Na cobertura especial Diário dos 100 dias, você fica por dentro das principais medidas e entende como elas podem influenciar seus investimentos. 

Trump 2.0: como as decisões do republicano podem afetar o Brasil?

Como disse, Trump parece ter chegado para seu segundo mandato determinado a colocar sua agenda de governo em andamento.

Assim, nos primeiros 30 dias algumas das medidas do republicano chamaram atenção, entre elas:

  • Tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio; 
  • Tarifas retaliatórias para qualquer país que imponha impostos sobre bens dos EUA;
  • Saída dos EUA do Acordo de Paris — pela segunda vez;
  • Tentativas de encerrar a guerra entre Hamas e Israel e entre Rússia e Ucrânia;
  • Investimentos bilionários em inteligência artificial; 
  • Apoio ao crescimento de tecnologias financeiras e blockchain.

Por se tratar da maior economia do mundo, as decisões do governo americano têm impacto direto na economia dos países. As tarifas impostas a países como México, Canadá e China, bem como sobre as importações de aço e alumínio provocaram reações imediatas no mercado financeiro. 

Houve um aumento da volatilidade dos ativos de risco e desvalorização das ações de empresas exportadoras. O Brasil, embora ainda não tenha sido “alvo” direto da guerra tarifária, já sente os impactos no governo republicano. 

Vale lembrar, que o Brasil é um dos maiores exportadores de aço e commodities para os EUA e, portanto, pode enfrentar desequilíbrios na balança comercial com a implementação das novas tarifas, impactando os preços internos desses produtos.

Outro tema importante neste primeiro mês do governo de Donald Trump foi a  desregulamentação do setor financeiro. Nos primeiros dias de mandato, diversas medidas revogaram regulações impostas pelo governo Biden, para estimular investimentos e facilitar o acesso ao crédito.

Esse movimento, também pode ter impactos negativos para mercados emergentes, como o Brasil. Diante de uma maior abertura, o mercado americano tende a se valorizar. 

Como consequência, o mercado brasileiro pode experimentar uma queda no fluxo de investimentos estrangeiros, o que prejudicaria os ativos de risco domésticos. 

Perceba que muitas decisões de Trump podem ter impactos sobre o Brasil. Por isso, acompanhar o dia a dia do republicano deve ser parte da sua estratégia de investimentos. 

Como serão os próximos 70 dias do governo Trump? Confira no ‘Diário dos 100 dias’

A imposição de novas tarifas, a desregulamentação do setor financeiro e os incentivos à inovação vêm transformando o cenário econômico internacional, exigindo atenção redobrada de investidores brasileiros.

Pensando nisso, os jornalistas do Seu Dinheiro, Ricardo Gozzi e Carolina Gama, estão registrando tudo o que acontece de mais importante na Casa Branca no “Diário dos 100 dias”. 

Nesse material, você vai encontrar os principais acontecimentos dos 100 primeiros dias do governo Trump e como as decisões do presidente norte-americano estão impactando a economia ao redor do mundo. 

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