Caixa de texto: II ENESE 
ENCONTRO NACIONAL DAS ENTIDADES SINDICAIS DOS ECONOMISTAS
 

 

 

Perspectivas do Sindicalismo Brasileiro

 

Grupo de Trabalho - I

 

Relatório

 

I.      OS SINDICATOS DE ECONOMISTAS NO CONTEXTO DO MUNDO DO TRABALHO

 

1.      O Quadro Internacional onde predomina:

 

a.   A globalização da economia com a redução do mercado de trabalho e o aumento do desemprego estrutural;

b.   O domínio absoluto da economia americana sobre as economias nacionais, em particular na invasão dos mercados dos países não desenvolvidos como o Brasil;

c.   A pressão capitalista no sentido de reverter as conquistas dos trabalhadores no século XX.

 

2.      A organização sindical dos Economistas

 

a.   Mesmo com a crise e com as pressões no sentido de destruir a estrutura sindical, a mesma se mantém firme e detém forte reconhecimento social;

b.   Os SINCECONS não têm capacidade de arregimentação e de luta ao nível das demais categorias;

c.   A dificuldade de organização sindical dos Economistas decorre do fato de sua pouca interação com a produção, assim como, em geral, as demais profissões liberais.

 

3.      O Quadro Profissional

 

a.   O desemprego decorrente das alterações verificadas no campo do trabalho e das novas tecnologias, notadamente pela falta de especialização adequada às novas exigências profissionais;

b.   O processo de redução das faixas salariais dos Economistas, notadamente no setor público;

c.   A presença constante de outros profissionais na reserva de mercado própria do Economista, como contadores, administradores e mesmo engenheiros;

d.   A pouca definição legal das áreas de trabalho exclusivas dos Economistas.

 

II.   AS AÇÕES PARA ORGANIZAR A CATEGORIA

 

1.   Identificar formas de intervenção mais agressivas no sentido de atingir e organizar a categoria, vinculando-a a ação sindical geral e às reivindicações de seu ramo de atividade;

2.   Promover a articulação com os movimentos sindicais, notadamente na formação de intersindicais;

3.   Criar novas formas de organização da categoria, com a representação sindical no âmbito das Instituições Públicas e Privadas de maior concentração de Economistas;

4.   Fortalecer a articulação das entidades do sistema COFECON/CORECONS; 

5.   Criar formas de arregimentar a categoria, com uma política de geração de emprego, a partir da formação de cooperativas e associações de prestação de serviços;

6.   Promover a realização de cursos e treinamentos para qualificação dos dirigentes para participar das lutas reivindicatórias e melhorar a capacidade operacional dos sindicatos;

7.   Desenvolver campanha junto aos líderes políticos nacionais, no sentido de que seja aprovado, com a maior brevidade, o Projeto de Lei que altera a Lei n° 1411, de 13 de agosto de 1951, na perspectiva de dotar a categoria de instrumentos legais para o exercício profissional..

 

 

 

João Pessoa (PB),  26 de abril de 2002.