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Alta do dólar pode demandar revisão de preços em 2025, diz CEO do Kabum, após faturamento recorde

Segundo ele, a companhia, cujas vendas de importados chegam a 60% do total, ainda não foi afetada pelo mais recente impulso da moeda, cotada acima dos R$ 6, porque começou a receber as mercadorias de fim de ano ainda em agosto.

No entanto, depois de janeiro a empresa pode ter de repassar a flutuação do câmbio, segundo o executivo. O desafio, avalia, é encontrar um equilíbrio entre a manutenção do ritmo de crescimento da empresa e a oferta de preços competitivos para os consumidores.

Para isso, a empresa faz negociações antecipadas e tem se dedicado à análise do comportamento do consumidor, buscando entender como ele reagiria a um possível aumento de preços.

“O consumidor está disposto a pagar um pouco mais ou ele vai optar por um produto um pouco inferior para comprar no mesmo tíquete que ele já estava acostumado? Essa é a estratégia que precisamos acompanhar de perto”, ponderou o CEO.

Bom momento para o Kabum

O Kabum colhe o resultado de uma revisão na estratégia da empresa feita no final do ano passado, quando a companhia voltou a focar no seu negócio principal no varejo: tecnologia e game.

“Abrimos mão de algumas categorias, de alguns tipos de produtos que não eram muito do nosso core. O Kabum chegou a ter air fryer, batedeira, toda a linha de portáteis, ventilador, televisão, telefonia…”.

 

A mudança tem a ver com o contexto macroeconômico, mas também com a ligação com o Magazine Luiza, que comprou a empresa em 2021.

A integração com o Magalu, de acordo com Trajano, permitiu que a empresa otimizasse a logística e fortalecesse sua estrutura. Agora, a companhia aposta em categorias de produtos com alta demanda, como a plataforma “Monte seu PC”, consoles de videogame e aspiradores robôs de marca própria.

“Planejamos cuidadosamente nossas estratégias para minimizar os impactos de fatores como juros, inflação e dólar, sempre buscando oferecer benefícios ao consumidor, como descontos para pagamentos à vista”, disse o executivo.

O Kabum deve fechar 2024 com faturamento recorde, de R$ 5 bilhões, acima dos R$ 3,8 bilhões do ano passado, com destaque para o desempenho nos dois últimos meses do ano. “Tínhamos o desafio de crescer de 12% a 13% na Black Friday, e acabamos crescendo 17% no período”, disse.

*A matéria foi alterada em 23 de dezembro para correção de informação sobre faturamento

 

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