Topo

Pibão? Economia deve crescer 1% no 1T26; veja o que pode estar por trás da alta

agronegócio pib inadimplência
(Foto: Reuters/Ueslei Marcelino)

A atividade econômica, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), deve registrar expansão de 1% no primeiro trimestre de 2026 (1T26), ante alta de 0,1% nos últimos três meses de 2025, segundo estimativas de 24 instituições do mercado financeiro consultadas pelo Money Times. 

Já na comparação anual, a expectativa é de que o PIB cresça 1,8%, repetindo a variação do trimestre anterior. O dado será divulgado na manhã desta sexta-feira (29), às 9h (horário de Brasília), pelo IBGE.

Em relação ao avanço ante o último trimestre de 2025, a expectativa dos economistas é de que o crescimento seja impulsionado pela indústria, agro e consumo das famílias. Os serviços, apesar de desacelerarem, ainda devem seguir como vetor importante da atividade.

  PIB  
Base Mediana Trimestre anterior
1ºtri26/4ºtri25 (%) 1,0 0,1
1ºtri26/1ºtri25 (%) 1,8 1,8
2ºtri26/1ºtri26 (%) 0,4
2ºtri26/2ºtri25 (%) 1,7
2026 (%) 1,8
Sumário da pesquisa          
Abertura 1ºtri26/4ºtri25 (%) 1ºtri26/1ºtri25 (%) 2ºtri26/1ºtri26 (%) 2ºtri26/2ºtri25 (%) 2026 (%)
Média 1,0 1,7 0,5 1,7 1,8
Piso 0,7 1,3 0,0 1,0 1,5
Teto 1,2 2,4 2,3 2,4 2,3
Institições 24 24 22 19 24

Indústria e agro impulsionam PIB

O economista Rodolfo Margato, da XP Investimentos, estima crescimento de 1,1% para o PIB no 1T26. Segundo ele, pelo lado da oferta, a indústria tende a apresentar recuperação expressiva, após um resultado decepcionante em 2025. Além disso, a agrupecuária deve entregar crescimento robusto, puxada pela maior produção de soja.

Na avaliação de Margato, o setor de serviços deve permanecer em trajetória ascendente, ainda que com perda de fôlego na margem.

 

O Itaú Unibanco projeta alta ligeiramente maior para o PIB no primeiro trimestre, de 1,2%, com previsão de desempenho mais forte da indústria e do agro na comparação com os três meses anteriores. Além disso, os serviços, no cenário do banco, devem registrar ligeira aceleração na comparação anual.

“Esperamos contribuição relevante do comércio e de outros serviços (incluindo serviços profissionais e prestados às famílias), sustentados por um mercado de trabalho ainda forte e pelo impulso de medidas fiscais e de crédito”, afirma o Itaú em relatório.

Tags:

FENECON - Federação Nacional dos Economistas  
Rua Marechal Deodoro, nº 503, sala 505 - Curitiba - PR  |  Cep : 80.020-320
Telefone: (41) 3014 6031 e (41) 3019- 5539 | atendimento: de 13 às 18 horas | trevisan07@gmail.com e sindecon.pr@sindecon-pr.com.br