
A tendência é que a inteligência artificial seja uma algo cada vez mais presente na rotina de empresas e consumidores, aponta analista - Imagem: Pixabay/StockSnap
Para utilizar a inteligência artificial, os usuários comuns ainda dependem do modelo de distribuição baseada na nuvem e enviam prompts para serem processados em data centers, já que as inovações na área estão concentradas em hyperscales.
Mas empresas como Qualcomm, Apple e mais recentemente a Nvidia, querem mudar essa realidade e oferecer a capacidade computacional dos centros de processamento de dados em máquinas utilizadas no dia a dia.
RTX Spark: lançamento da Nvidia quer levar a IA para mais perto do usuário
Durante o GTC Taipei 2026, a Nvidia (NVDC34) apresentou o RTX Spark, um “superchip” que reúne CPU e GPU, com até 128 GB de memória para processamento.
“A principal inovação está na integração dos componentes, reduzindo gargalos que normalmente surgem quando o processador e a placa de vídeo trabalham de forma separadas em tarefas mais exigentes, uma limitação comum nos computadores atuais”, explica Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.
Também foram anunciados os primeiros equipamentos que terão o chip instalado: os notebooks Surface Laptop Ultra, da Microsoft, que possuem o Windows 11. O sistema foi desenvolvido especialmente para dar suporte otimizado ao ecossistema RTX Spark.
Além de aplicações em IA, a Nvidia promete entregar versatilidade para executar jogos de última geração em alta qualidade, edição de vídeo, modelagem 3D e criação de conteúdo, sem a necessidade de intermediação de um data center para cada tarefa.
Depois do anúncio, Intel e Qualcomm, empresas que já atuavam nesse segmento, registraram quedas de 4,7% e 8,8%, respectivamente, no pregão seguinte. Por outro lado, Nvidia e Microsoft avançaram 6,3% e 2,3%.
Na visão de Spiess, o episódio fortaleceu a tendência da inteligência artificial se aproximar do cotidiano de consumidores e empresas.
“Para quem acredita nessa transformação, investir nas companhias responsáveis por fornecer a infraestrutura dessa nova realidade pode ser uma forma de participar desse crescimento”, afirma o analista.

