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ESG na análise de risco

O mundo deve ultrapassar um marco preocupante nos próximos anos. O aumento de temperatura média no planeta deve superar 1,5° C, limite definido há uma década no Acordo de Paris para evitar consequências como eventos climáticos mais intensos. 

O novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) prevê que, mesmo no cenário mais otimista, a elevação da temperatura da Terra deve chegar a 1,8°C.

E as questões de sustentabilidade, sociais e de governança vão muito além do aquecimento global e casos recentes do mercado brasileiro ilustram o tamanho desse escopo.  

Na Braskem, o afundamento do solo em Maceió gerou perdas bilionárias e aumentou a pressão financeira sobre a companhia. Na Ambipar, questionamentos ligados à governança contribuíram para a deterioração da percepção de risco dos investidores.  

E tem as Casas Bahia, com um passivo trabalhista bilionário que piorou a situação do caixa e do endividamento. 

Com problemas mais urgentes à nossa volta, como crédito caro aumentando o endividamento das famílias e das empresas, as questões ESG saíram um pouco do nosso radar. Mas continuam tão relevantes quanto eram há alguns anos, se não mais. 

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fernando Tinoco, sócio e gestor de crédito da Régia Capital, afirma que os fatores ESG fazem parte da análise de risco de crédito de uma empresa, já que podem comprometer a operação, seu caixa e a reputação de uma companhia. 

Entenda nesta matéria aqui, da repórter Monique Lima.

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